Primeiro mês da tragédia no RS mostra necessidade de investimento em prevenção

Primeiro mês da tragédia no RS mostra necessidade de investimento em prevenção

Brasil
Joaquim
30 de maio de 2024
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Foi um mês inteiro com uma sequência de acontecimentos que pareciam não ter fim. A impressão é que já se passou muito tempo desde o início da tragédia que matou dezenas e deixou centenas de milhares desabrigados no Rio Grande do Sul, mas tudo começou há pouco mais de 30 dias.

Temporais atingiram a Região dos Vales e a Serra Gaúcha no dia 27 de abril. Também choveu muito forte em Porto Alegre, causando alagamentos pontuais. Dois dias depois, alerta vermelho dos meteorologistas para o grande volume de precipitação em mais da metade do estado.

Temporais provocam deslizamentos de terra e desabamentos. No dia 30, houve os registros das primeiras mortes e desaparecidos. Estradas foram bloqueadas, enquanto rodovias e pontes foram destruídas pela correnteza.

Em 1º de maio, cenas dramáticas de resgates se intensificaram. Cidades ficaram submersas. Casas foram levadas pela correnteza. Moradores eram retirados dos telhados.

O governo do Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública. No dia 2 de maio, rios da Região dos Vales já registravam recorde das cheias. O nível do Rio Taquari passou de 30 metros de altura. A chuva não parou, e Porto Alegre começou a ser inundada. Tudo ficou debaixo d’água, de estádios a prédios históricos.

Band deslocou 30 equipes

Mais de 30 equipes de reportagem da Band acompanharam os acontecimentos em várias regiões do Rio Grande do Sul. O socorro de vários estados também chegou ao estado, entre autoridades públicas e voluntários.

Mais de 600 mil pessoas tiveram que deixar as casas, enquanto 80 mil tiveram que ir para abrigos provisórios. Em Porto Alegre, o Lago Guaíba recuou, mas ainda está acima da cota de inundação, quase um mês depois de invadir boa parte da capital.

A maior tragédia climática do Rio Grande do Sul também é a terceira grande enchente do estado em menos de um ano, um drama cada vez mais frequente. Trata-se de um sinal claro de que é preciso investir em prevenção para amenizar o impacto na vida das pessoas.

Choveu como nunca

Choveu como nunca no Rio Grande do Sul. Em apenas um mês, a cidade que mais choveu, Caxias do Sul, registrou mais de 981 milímetros, sete vezes maior que o esperado. Rios transbordaram e invadiram as cidades. Começou, então, o efeito cascata. Essa enxurrada toda desceu para o Guaíba, inundando Porto Alegre e cidades da região.

Os sistemas de contenção, como diques, romperam e não conseguiram evitar o pior na Grande Porto Alegre. A enxurrada desceu para sul do estado. A Lagoa dos Patos transbordou e provocou o mesmo efeito nas cidades dessa região.

Algumas cidades destruídas têm, agora, um solo como uma esponja encharcada. Voltar para algumas áreas é um risco para a população. Até então, 169 pessoas morreram e 45 ainda estão desaparecidas. Agora, o desafio para as autoridades é investir em prevenção para que a tragédia não se repita.

 

Joaquim Franklin

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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