Em meio à diversas declarações de gestores municipais e até do presidente da República, Jair Bolsonaro, no sentido de desobrigar o uso de máscaras em locais abertos, o secretário de Estado da Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, comentou em entrevista ao Programa Tribuna Livre, da TV Arapuan, que ainda não é o momento para isso e que as medidas nesse sentido não podem ser baseadas em achismos.
“Temos que ter evidências científicas que estamos no fim da pandemia para abandonarmos as máscaras (…) não é o momento, quem está adotando isso é de forma precipitada e sem embasamento científico e com o intuito de agradar as pessoas. Não é a postura do Estado da Paraíba”, disse.
O secretário afirmou que quando duas pessoas em um local estão usando máscaras a probabilidade de contaminação é de 1%, quando apenas uma delas está usando o item, a probabilidade é de 20%. Já quando duas pessoas estão sem máscaras, essa probabilidade sobe para 80%. “Estamos num momento que ainda temos quantitativos altos de mortes, são 150 mil por mês, 30 mil contaminados por mês”, lembrou.
Vacinação
Os gestores têm alegado que o avanço da vacinação permitiria essa desobrigação, mas o secretário garantiu que a imunização sozinha não produz essa queda de casos diários e mortes. “Estamos num arrefecimento da variante ômicron, tem pico de incidência numa faixa de quatro a seis semanas. A Paraíba é o terceiro estado que mais vacinou, mas ainda não estamos no fim da pandemia, o uso de máscara é essencial para voltarmos gradativamente a uma vida normal”, explicou.
“A responsabilidade pela pandemia é de todos, da sociedade civil como um todo. Quando um prefeito adota essa postura está penalizando a sua população. É preciso aguardar 90 a 120 dias observando a queda de novos casos e a ausência de variantes, com o controle de óbito e essa determinação de fim da pandemia é da Organização Mundial de Saúde (OMS) e consenso internacional e não de órgãos pessoais ou isoladas”, disse.


