Servidores de hospitais universitários da Paraíba entram em greve

Os servidores da Empresa Pública de Serviços Hospitalares na Paraíba (EBSERH-PB), realizam a partir de amanhã (21) uma paralisação, com objetivo de demonstrar a insatisfação dos trabalhadores dos HU’s na Paraíba sobre diversos temas. Segundo a organização, a empresa não se posiciona sobre diversos aspectos, entre eles questões relativas à salários, abonos e possíveis casos de assédio. O movimento ocorrerá em João Pessoa, Campina Grande e Cajazeiras.

A nota é assinada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Empresa pública de Serviços Hospitalares na Paraíba (Sindserh-PB). Ao longo de duas páginas, o conteúdo também aborda que “a gestão da EBSERH em Brasília não negocia conosco desde que assumiu a empresa, caso este nunca visto na história”. O Sindicato disponibilizou uma lista, com os serviços que serão paralisados. No anexo enviado pela Sindserh-PB, é enfatizado que apenas os setores que não oferecem risco de morte aos pacientes que serão 100% atingidos.

Confira a nota e os serviços que sofrem alterações:

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) enviou uma nota ao ClickPB na tarde desta terça-feira (20). Confira na íntegra abaixo:

COMUNICADO

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) esclarece que o processo de negociação com as entidades sindicais teve mais de 20 rodadas, porém sem solução. Com o propósito único de viabilizar a conclusão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), a empresa solicitou às entidades que apresentassem uma última contraproposta. Ao contrário do que sugere a boa prática em negociações coletivas de trabalho, as entidades sindicais apresentaram 3 propostas distintas e maiores do que as apresentadas anteriormente, ou seja, deixando claro que não estavam dispostas a nenhum tipo de negociação.
Sobre a dúvida conceitual criada em torno do dissídio coletivo de greve, a empresa reitera que as questões econômicas e sociais foram amplamente discutidas no âmbito do dissídio coletivo de greve, inclusive por meio de diversas audiências bilaterais mediadas pela relatora do processo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ministra Delaíde Miranda Arantes, o que, de acordo com a jurisprudência do próprio TST, transformou aquele processo em dissídio coletivo de natureza mista. E é isto que tornou possível que os ACTs ainda em negociação possam ser julgados imediatamente, no âmbito do dissídio coletivo de natureza mista que já está em vias de ser julgado.
Pelos motivos expostos, e ciente de que seus empregados, assim como a própria Ebserh, anseiam por um rápido desfecho para esse longo período de negociação, a Empresa peticionou solicitando a apreciação de mérito e o julgamento do processo com a maior brevidade possível.
Por outro lado, as entidades sindicais, surpreendentemente, solicitaram a extinção do dissídio sem julgamento do mérito, com o objetivo de que fosse iniciado um novo período de negociação, o que poderia empurrar o desfecho desses ACTs para meses à frente.
O TST abriu prazo, em 15/09, para manifestação das entidades em relação ao pedido supramencionado e notificou o Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. Como a greve anunciada pelas entidades sindicais está agendada para iniciar em 21/09, espera-se que a Relatora se pronuncie sobre os limites a serem observados no movimento grevista até o final desta terça-feira (20).
Fato é que se as entidades sindicais se manifestarem favoráveis, ou se houver decisão por parte da ministra, como solicitado pela empresa, o desfecho será célere.
Diante do cenário exposto, a Empresa considera como inoportuna qualquer medida tomada à revelia do TST, tendo em vista que o processo de dissídio ainda aguarda julgamento.

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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