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TSE mantém cassação e inelegibilidade de André Coutinho, prefeito cassado de Cabedelo

TSE mantém cassação e inelegibilidade de André Coutinho, prefeito cassado de Cabedelo

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, nessa terça-feira (10), pedido da defesa do prefeito cassado de Cabedelo, André Coutinho (Avante), e manteve a decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) que determinou a cassação do diploma e declarou o gestor inelegível.

A decisão mantém válidos os efeitos do acórdão até o julgamento definitivo do recurso especial apresentado pela defesa.

O pedido analisado pelo TSE buscava conceder efeito suspensivo, suspendendo temporariamente a decisão do TRE-PB.

Entre os argumentos apresentados estavam supostas falhas processuais, ausência de provas suficientes e o risco de prejuízo diante do calendário eleitoral, já que eleições suplementares em Cabedelo estão marcadas para 12 de abril.

Ao analisar o caso, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva afirmou que não foi demonstrada a plausibilidade do direito, requisito necessário para concessão da medida liminar.

Segundo o relator, o TRE-PB garantiu o contraditório e a ampla defesa durante a tramitação da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE).

O ministro destacou ainda que, em análise preliminar, não há indícios de irregularidades na produção das provas, e que a condenação se baseia em um conjunto robusto de elementos, incluindo:

  • registros de transferências financeiras;

  • comprovantes de votação apreendidos;

  • mensagens de WhatsApp;

  • planilhas de cargos comissionados;

  • e depoimentos de testemunhas.

Entenda a cassação

O prefeito André Coutinho, a vice-prefeita Camila Holanda e o vereador Márcio Silva tiveram os mandatos cassados pelo TRE-PB em 2025 por abuso de poder político e econômico.

Segundo denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), houve distribuição de cestas básicas, promessas de emprego ligadas à prefeitura e transferências via Pix a eleitores.

Parte das provas foi obtida nas operações En Passant 1 e 2, realizadas pela Polícia Federal.

Ainda conforme a investigação, os envolvidos são suspeitos de crimes como:

  • organização criminosa;

  • coação de eleitores;

  • ameaça;

  • lavagem de dinheiro;

  • e peculato.

Em dezembro, o TRE-PB rejeitou recursos e confirmou a cassação, além de determinar a realização de novas eleições no município.


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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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