A Secretaria de Estado das Mulheres e da Diversidade Humana fez um alerta sobre os casos de violência contra a mulher na Paraíba. O tema foi abordado pela secretária Lídia Moura, durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da TV Arapuan, nesta segunda-feira (26).
Na entrevista, a secretária destacou que a violência doméstica costuma evoluir de forma gradual e que o feminicídio representa o estágio mais extremo da agressão, sendo precedido por episódios considerados “menores”, mas igualmente graves.
Violência começa antes do feminicídio
Ao comentar o caso envolvendo o cantor paraibano, João Lima, Lídia Moura ressaltou a importância de a vítima ter sobrevivido (saiba mais abaixo).
“Nós temos que agradecer ainda que Raphaeella está viva, pois a violência culmina no feminicídio”, afirmou.
Segundo a secretária, o feminicídio não ocorre de forma isolada. Ele é resultado de uma sequência de agressões. “A violência não começa no feminicídio. O feminicídio é o ápice. Começa como um tapa, um empurrão, o desrespeito”, explicou.
Medo e vergonha dificultam busca por ajuda
Lídia também chamou atenção para a dificuldade que muitas mulheres enfrentam para denunciar os casos de violência.
“Temos uma dificuldade grande, porque muitas mulheres só procuram ajuda quando a situação se agrava. Em muitos casos, a vítima sente vergonha e medo”, destacou.
A secretária reforçou que é fundamental que as mulheres busquem apoio aos primeiros sinais de violência, evitando que os casos evoluam para situações mais graves.
Caso do cantor João Lima
O cantor paraibano João Lima teve a prisão preventiva decretada pela Justiça da Paraíba após ser investigado por violência doméstica contra a esposa. A decisão ocorreu depois que vídeos divulgados nas redes sociais mostraram o artista agredindo a mulher. Segundo o processo, as agressões teriam incluído socos, apertos na mandíbula e amordaçamento, além de ameaças com uma faca.
A vítima registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em João Pessoa e obteve medida protetiva, que impede João Lima de se aproximar da esposa e frequentar lugares por onde ela circula.
A esposa, a médica Raphaella Brilhante, confirmou publicamente as agressões e afirmou que está enfrentando uma “dor que atravessa o corpo e a alma”. A defesa do cantor divulgou nota afirmando que ele cumpriu medidas protetivas anteriores e que se apresentará voluntariamente às autoridades.
O caso segue sob investigação pela Polícia Civil.
Como denunciar violência contra a mulher
Denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais:
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190 – Polícia Militar (emergência)
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197 – Polícia Civil
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180 – Central de Atendimento à Mulher


