Em um grupo de WhatsApp, o vendedor anuncia: “Minha mãe vende Mounjaro, melhor preço sob encomenda, interessados podem me chamar”. A reportagem da Band ligou para o comerciante que seguinte:
“O nosso fornecedor é legalizado, é uma fonte segura onde a gente pega. Tem lugares que vendem mais barato, mas a fonte não é segura. Aí tem gente que tem algum tipo de problema”, disse o vendedor.
Essa comercialização é ilegal. Este tipo de medicamento, por determinação da ANVISA, só pode ser comercializado em drogarias e com a retenção da receita médica. Mas tem até farmácia vendendo sem o documento.
Ligamos para uma delas e ao ser questionada, se comercializa as canetas sem receita, a atendente responde: “Se não for na farmácia”. O repórter Igor Calian, questiona: “Mas vocês são uma rede de farmácia? ” A atendente diz que sim, mas, que se negociar por telefone eles entregam em outra localização.
Ricos das canetas ilegais
O principal risco é o que tem nessa caneta emagrecedora. A endocrinologista Cintia Cercato, alerta sobre os possíveis riscos:
“Pode conter o princípio ativo? Pode, mas misturado com outras substâncias que podem fazer muito mal para a saúde. ”
Caso em BH
Em Belo Horizonte, Kellen Oliveira Bretas Antunes, de 42 anos, está internada em estado grave há quase um mês. Ela usou uma caneta emagrecedora comprada no Paraguai. Justamente de uma das marcas que a ANVISA proibiu. Mas nas redes, o produto proibido segue sendo vendido normalmente.
Retatrutida
A caneta emagrecedora da vez é a retatrutida. E a situação é ainda pior: os estudos sobre os efeitos da medicação ainda não foram concluídos. Não existe autorização para ser vendida em nenhum lugar do mundo.
Ela está na terceira e última fase de testes clínicos, ou seja, ainda falta a conclusão de estudos para confirmar se o medicamento é realmente seguro e eficaz. Mas, nesse áudio enviado para nossa produção, o vendedor garante um resultado quase milagroso:
“Ele queima a gordura gliceral, que é a gordura acumulada no fígado, ele regula a tireoide, principalmente da mulher, ele regula os seus níveis de estrogênio”.
Sobre a comercialização no Facebook e WhatsApp, apesar do que mostramos na reportagem, a Meta diz que remove esse tipo de conteúdo de suas plataformas. A ANVISA reforça que os produtos de origem desconhecida não devem ser usados em hipótese alguma.


