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Brasil registrou 211 mortes por hantavírus nos últimos 10 anos

Brasil registrou 211 mortes por hantavírus nos últimos 10 anos

O Brasil registrou, nos últimos 10 anos, 211 mortes provocadas pelo hantavírus. A informação é confirmada pelo MInistério da Saúde. Neste domingo (10), o ministério e a Secretaria Estadual de Saúde (SES/MG) confirmaram o primeiro óbito do ano, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O caso não tem relação com surto de hantavirose ocorrido em um navio de cruzeiro.

Na semana passada, o Ministério da Saúde publicou uma nota esclarecendo que o Brasil não corre risco de uma epidemia ou pandemia. Por aqui, a doença tem uma média de 40 casos registrados por ano. Neste ano, o ministério confirma 12 ocorrências.

A situação epidemiológica nacional, publicada pelo Ministério da Saúde, aponta que o país tem, em média 30 a 50 casos por ano. No entanto, a taxa de letalidade da doença nos últimos anos aumentou e atualmente, passa de 40% dos casos. Isso significa que quase metade das pessoas que contraem o vírus acaba falecendo, geralmente devido à Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH).

De acordo com a pasta, os casos ocorrem principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Estados como Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Minas Gerais lideram o ranking, devido à forte presença de atividades agrícolas que favorecem o contato entre humanos e roedores silvestres.

O óbito registrado em Minas Gerais foi o único no Brasil neste ano. Em 2025, foram registradas mortes no Pará (1), Maranhão (1), Minas Gerais (4), Santa Catarina (5), Rio Grande do Sul (2) e em Mato Grosso (2). Ao todo, 15 pessoas morreram. De acordo com os números do ministério, o ano mais letal foi 2013, com 58 mortes por hantavirose e 2016, com 46 óbitos. O estado de São Paulo não registra casos da doença desde 2022.

Até o dia 27 de abril, o ministério da saúde acompanhava 7 casos suspeitos de hantavirose – incluindo o caso de Minas Gerais.

Morte em Minas Gerais

Em Minas Gerais, a vítima era um homem, trabalhador rural de 46 anos, que apresentou febre alta, dores musculares e insuficiência respiratória. A investigação epidemiológica aponta que o contágio ocorreu em um galpão de armazenamento de grãos, ambiente crítico para a transmissão, pois os roedores silvestres utilizam esses locais como abrigo e fonte de alimento.

Conforme estatísticas, 81% dos casos de hantavirose no Brasil ocorrem na zona rural; 93% dos casos exigem hospitalização. A maioria (76%) das vítimas é homem, com idade entre 20 e 49 anos.

O Ministério da Saúde afirmou que o Brasil não corre riscos com o surto de hantavirose registrado no navio.

Como ocorre o contágio?

transmissão não ocorre pelo rato comum (de esgoto), mas por espécies silvestres. O vírus é eliminado na urina, fezes e saliva desses animais. A forma mais comum de contágio é a inalação de poeira contaminada. Ao varrer um local fechado (paiol, celeiro, silo ou casa de campo), as partículas do vírus são suspensas no ar e aspiradas pelo ser humano. O contágio também se dá por contato direto, com mordidas ou contato de feridas abertas com as excreções dos roedores.

O controle da hantavirose baseia-se exclusivamente em medidas de higiene e manejo ambiental, já que não existe vacina disponível. Veja dicas:

  • Ventilação: Antes de limpar galpões ou locais fechados há muito tempo, abra todas as janelas e portas. Deixe o ar circular por pelo menos 30 minutos.
  • Umectação: Nunca varra locais com fezes de roedores a seco. Utilize uma solução de água sanitária (hipoclorito de sódio) para molhar a sujeira antes de removê-la, impedindo a formação de aerossóis.
  • Armazenamento de Grãos: Mantenha colheitas e rações em recipientes vedados e a pelo menos 40 cm do chão para evitar a aproximação de ratos.


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Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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