Arthur Lira teria dado sinal desanimador ao governo sobre derrubada de vetos de Lula

Arthur Lira teria dado sinal desanimador ao governo sobre derrubada de vetos de Lula

Brasil
Joaquim
23 de abril de 2024
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer se encontrar com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), e da Câmara, Arthur Lira (Progressistas), até a próxima quarta-feira (24), dia de sessão conjunta no Congresso Nacional para analisar vetos presidenciais.

Nesta segunda-feira (22), Lula cobrou a equipe de governo, publicamente, durante evento em Brasília. Ao citar ministros, o presidente cobrou mais articulação política dos ministros.

“Isso significa que o Alckmin tem que se mais ágil, tem que conversar mais. O Haddad, ao invés de ler um livro, tem que perder algumas horas conversando no Senado e na Câmara. O Wellington, o Rui Costa precisam passar maior parte do tempo conversando com bancada. É difícil, mas a gente não pode reclamar porque a política é exatamente assim. Ou você faz assim, ou não entra na política”, cobrou Lula.

Entre as prioridades do Palácio do Planalto, está o veto às emendas coletivas de autoria das comissões no valor de mais de R$ 5,5 bilhões. O governo tenta acordo para manter o veto, pelo menos sobre R$ 2 bilhões e liberar o restante. Por outro lado, Lira e aliados prometem uma derrubada total.

Derrubada do veto sobre saidinhas

Outro risco é o veto ao fim das saidinhas da prisão. O governo busca apoio com governadores e a bancada evangélica para manter a possibilidade de os presos visitarem familiares. O assunto é de interesse direto do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que teme uma revolta nos presídios caso o veto seja derrubado. Mais cedo, tentou minimizar a crise.

“De vez em quando, se diz que há crise entre os poderes. Não me parece que haja crises. O Congresso legisla. O Executivo, eventualmente, impõe alguma sanção, que pode ser derrubada pelo Congresso Nacional. Isso tudo dentro da constituição”, ponderou o ministro da Justiça.

Sessão desanimadora para o governo

A crise, porém, é explicita, principalmente depois de declarações recentes e espinhosas entre Lira e Alexandre Padilha (PT), ministro das Relações Institucionais. De um lado, o petista diz que o assunto já foi superado. Do outro, segundo aliados, o parlamentar não aceita receber nem um telefonema do articulador.

Ainda hoje, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, falou com Lira, por telefone, para medir a temperatura da sessão de análise de vetos, mas o retorno não teria sido animador.

Ato de Bolsonaro

O governo também acompanha um reagrupamento da oposição em torno de Jair Bolsonaro (PL). Nesse domingo (21), o ex-presidente reuniu apoiadores em Copacabana, no Rio de Janeiro. Ministros avaliam que o ato foi menor do que o esperado, mas estão de olho em reflexos no clima do Legislativo.

PEC do Quinquênio

Em outra frente, Padilha articula com Pacheco. A intenção é adiar a votação da “Pec do Quinquênio” dos servidores do Judiciário, aprovada numa comissão do Senado. A proposta cria um adicional por tempo de serviço de 5% do salário a cada cinco anos. Nas contas do governo, isso pode fazer um rombo de mais de R$ 40 bilhões por ano nos cofres públicos.

Joaquim Franklin

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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