Ataque terrorista passa de 100 vítimas
O Exército do Paquistão prometeu, ontem, “justiça exemplar” em resposta ao atentado terrorista contra uma mesquita localizada dentro de um complexo da polícia, em Peshawar (noroeste). Às 13h40 (5h40 em Brasília) de segunda-feira, um homem-bomba detonou os explosivos atados ao corpo, no momento da oração. O extremista estava sentado na primeira fileira, entre os fiéis. O número de mortos no ataque subiu para 100. A maioria das vítimas era formada por policiais. O grupo Tehrik-i-Taliban-Pakistan (TTP ou Talibã paquistanês) reivindicou a autoria. Entre 300 e 400 pessoas estavam na mesquita, no momento da explosão, que derrubou uma parede inteira sobre a multidão.
O chefe da polícia de Peshawar, Muhammad Ijaz Khan, disse à agência France-Presse que o ato terrorista foi uma retaliação por operações contra grupos islâmicos armados. “Estamos na linha de frente na luta contra eles e é por isso que fomos atacados”, declarou.
Diretor do Centro para Pesquisas e Estudos sobre Segurança (em Islamabad) e autor de A conexão Al-Qaeda — o Talibã e o terror em áreas tribais, Imtiaz Gul perdeu um primo, policial, no atentado em Peshawar. “É, simplesmente, mais um ato de terrorismo por procuração, cometido por uma das franquias terroristas. Elas usam nomes diferentes, mas o objetivo é o mesmo: criar medo e pânico entre as pessoas e projetar uma sensação de insegurança no Paquistão”, afirmou ao Correio, por e-mail.
Correio Braziliense


