Botafogo-PB adota posição neutra em debate sobre regularização das bets
Esta semana, clubes e federações do futebol brasileiro entraram em discussão sobre a regularização das casas de apostas online, as famosas bets. Alguns times se manifestaram, e o CEO do Botafogo-PB, Fillipe Félix, também publicou nas redes sociais uma declaração sobre o assunto. De acordo com ele, o Belo não irá se posicionar publicamente, mas entende que este tipo de parceria, da maneira como está estruturada atualmente, contribui para o endividamento das famílias brasileiras.
Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu medidas mais duras contra as apostas e voltou a criticar os efeitos do vício em jogos. Diante disso, o Governo avalia a possibilidade de editar uma Medida Provisória para proibir apostas e jogos online no Brasil.
Diante de todo esse movimento, alguns clubes, principalmente de São Paulo, junto com a Federação Paulista de Futebol (FPF-SP), reagiram à possibilidade e, na quinta-feira (17), se reuniram no Rio de Janeiro para alinhar um posicionamento em defesa do mercado regulado.
Posicionamento de Fillipe Félix
De acordo com o CEO do Botafogo-PB, o clube não irá se posicionar publicamente sobre o assunto. Segundo ele, o time entende que esse tipo de parceria com casas de apostas, da maneira como está estruturada atualmente, contribui para o endividamento das famílias brasileiras.
O Alvinegro da Estrela Vermelha, recentemente, encerrou a parceria com uma casa de apostas. A decisão de encerrar o contrato está relacionada justamente ao entendimento de que esse tipo de conteúdo pode aumentar os riscos de endividamento.
Confira o manifesto completo:

“O fim do futebol brasileiro”
Além dos clubes paulistas, a manifestação em defesa da manutenção do mercado regulado de apostas também ganhou adesão de representantes do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Na noite desta quinta-feira (17), os clubes publicaram um manifesto nas redes sociais com o posicionamento. No documento, eles argumentam que mudanças nas regras podem reduzir o volume de investimentos no futebol e afetar diretamente tanto os clubes maiores quanto os de menor expressão.
De acordo com os clubes, “não existe hoje outro segmento econômico capaz de substituir imediatamente esse investimento”. Além disso, eles afirmam que esses recursos são fundamentais “para manter estruturas administrativas, centros de treinamentos, profissionais e projetos”.
O documento também defende a manutenção de um mercado regulamentado, com fiscalização e mecanismos de proteção aos consumidores.
- Defesa da fiscalização, contra a interrupção
Apesar de apontarem possíveis impactos para os clubes com uma eventual interrupção da atuação das casas de apostas, as entidades reconhecem que esse mercado trouxe preocupações relacionadas aos impactos sociais, principalmente entre pessoas em situação de vulnerabilidade.
Por isso, no posicionamento, os times defendem que esses problemas sejam enfrentados com fiscalização, prevenção, educação e medidas de proteção ao consumidor.
Outra linha de defesa apresentada no manifesto é a de que “inviabilizar este modelo não fará com que as apostas deixem de existir. Apenas abrirá o caminho para que os consumidores migrem integralmente para plataformas clandestinas, que não pagam impostos, não respeitam limites, não oferecem instrumentos de proteção e não colaboram com as autoridades”.
As casas de apostas também se movimentam contra a possibilidade de veto.
Confira abaixo o pronunciamento dos clube




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Foto: João Neto / Botafogo-PB

