Japão remove alerta de grande tsunami por terremoto; onda menor atinge paredão

Japão remove alerta de grande tsunami por terremoto; onda menor atinge paredão

Mundo
Joaquim
2 de janeiro de 2024
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Os alertas de tsunami emitidos para partes da costa ocidental do Japão foram cancelados nesta segunda-feira (1º), à medida que a ameaça de grandes ondas diminui. Embora a ameaça de ondas maiores já tenha passado, os alertas de tsunami para ondas de até 1 metro (cerca de 3 pés) permanecem em vigor.

De acordo com o meteorologista da CNN, Derek Van Dam, a onda que atingiu um paredão protetor na cidade de Suzu, no oeste do Japão, “poderia ter sido muito pior”. Ele explica que ainda há ameaça de tsunamis, em razão da magnitude elevada do tremor.

“Pense nisso como se você tivesse uma banheira cheia de água e jogasse uma pedra dentro dela. Cria ondas que se propagam em todas as direções. Eles alcançam a lateral da banheira e depois voltam para o centro. A mesma ideia aqui”, disse ele.O que se sabe sobre o forte tremor que atingiu o país

Sobre o tremor: O terremoto, que teve profundidade de 10 km (6 milhas), ocorreu às 16h10, hora local, cerca de 42 km (26 milhas) a nordeste de Anamizu, na província de Ishikawa, segundo Serviço Geológico dos Estados Unidos. Vários tremores secundários foram relatados no oeste do Japão, incluindo um tremor de magnitude 6,2 a cerca de 4 km (2,4 milhas) a sudoeste de Anamizu.

  •     Alertas de tsunami: As autoridades emitiram alertas de tsunami para residentes do oeste do Japão. Os alertas são emitidos quando se espera que as ondas cheguem a 3 metros (9,8 pés). Ondas de tsunami de cerca de 1,2 metros (3,9 pés) foram relatadas na cidade de Wajima, informou a emissora pública japonesa NKH. Na cidade de Toyama e arredores, foram relatadas ondas de menos de 1 metro, enquanto a cidade de Noto também permaneceu sob.
  •     Danos à infraestrutura: O terremoto destruiu rodovias no oeste do Japão, derrubou edifícios, causou incêndios e interrompeu as comunicações. Cerca de 33 mil famílias podem ser afetadas por cortes de energia, disse o secretário-chefe de gabinete japonês, Hayashi Yoshimasa, segundo a NHK.
  •     Problemas nos transportes: Pelo menos cinco estradas foram fechadas e vários voos cancelados nos aeroportos da província de Ishikawa. Dois voos foram cancelados no aeroporto de Noto, onde há uma rachadura na pista. Um voo vindo de Tóquio pousou mais cedo, mas voltou para a capital. Houve 15 cancelamentos no aeroporto de Komatsu. As escolas não estão funcionando, e 21 delas foram transformadas em centros de evacuação.
  •     Esforços de resgate e recuperação: Pelo menos 8.500 militares estão de prontidão para ajudar nos esforços de emergência após o tremor, disse o ministro da Defesa do Japão, Minoru Kihara. Autoridades de saúde na cidade de Suzu disseram que alguns médicos não poderiam tratar pacientes feridos porque estradas danificadas os impedem de viajar.
  •     Moradores presos: Civis gritaram em vídeos postados nas redes sociais depois que casas inteiras foram destruídas no oeste do Japão. Em outro vídeo, pessoas se agachavam sob as mesas de uma pista de boliche local, onde tremores abalaram a infraestrutura e telas de TV podiam ser vistas tremendo no teto. “Minha cidade está em um estado terrível”, disse uma pessoa em um vídeo postado em Noto. “Espero que não haja fogo.”

 

O terremoto, que teve profundidade de 10 km (6 milhas), ocorreu às 16h10, hora local, cerca de 42 km (26 milhas) a nordeste de Anamizu, na província de Ishikawa (Foto: Reprodução)
Joaquim Franklin

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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