Justiça condena há mais de 12 anos envolvidos em tráfico de drogas na Paraíba

Quatro homens acusados de envolvimento em tráfico de drogas (plantio de maconha skunk) e associação criminosa foram condenados pela Justiça estadual. As penas, de cada um, são superiores a 12 anos de reclusão e devem ser cumpridas em regime fechado. Foram descobertos após investigação da Polícia Civil da Paraíba, que culminou na “Operação Reis do Skunk”.

De acordo com a sentença, o conjunto probatório está harmônico, sendo comprovadas a autoria e a materialidade dos acusados, que semeavam, cultivavam e mantinham estufas para a produção de maconha diferenciada, do tipo skunk, com comprovada destinação ao tráfico, descobertos após diligências realizadas pela Polícia Civil, que culminaram com a revelação de duas estufas de cultivo in door de Cannabis sativa (maconha), para produção e venda de skunk, cujo processo jamais visto pela autoridade policial.

“Chegando ao local, havia uma grande estrutura para cultivo de maconha, situação, até então, nunca vista pelos investigadores da DRE. Era uma coisa bem profissional e a estufa tinha vários ambientes divididos. No primeiro ambiente era onde se iniciava o plantio, no segundo ambiente eram as plantas com um ou dois meses. Eles realmente separavam as plantas por período de germinação. O último ambiente era a secagem e havia lâmpadas para manter a temperatura do ambiente, termômetros, aparelhos para verificar a umidade, algo bem profissional”, declarou o policial Giovanni Grisi, segundo os autos.

Ainda, conforme a Ação Penal, depoimento do delegado Bruno Germano, detalha como era feito o processamento da droga: “Iniciada a operação, encontraram, nos cômodos a residência, várias plantações com a utilização de tecnologia bastante avançada. Eram sete ou seis quartos todos climatizados, com lâmpadas artificiais, estrutura de termostato para que a temperatura fosse mantida em 22 graus, o gotejamento do ar-condicionado era interligado para que as plantas fossem irrigadas”.

O policial civil enfatiza, também, que o “sistema era bem tecnológico e feito in door para evitar visualização externa por vizinhos e polícia. Cada quarto era uma fase da plana. Tinha o quarto inicial onde as sementes estavam brotando, quartos com plantas com idade média, em idade adulta e aquelas plantas já pronta para a colheita. Na sala, onde o ambiente não era climatizado, estavam as plantas em fase de secagem. No galpão, havia uma estrutura bem maior de cultivo da maconha, vários produtos, insumos, adubos, cadernos de anotações explicando como tudo deveria ser desenvolvido, horários para irrigação, para colocação do adubo. Uma verdadeira estrutura de agronegócio instalado em dois ambientes in door para que o cultivo da droga fosse desenvolvido e posterior comercialização na região metropolitana de João Pessoa”.

Wscom

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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