Mísseis russos atingem quartel e deixam dezenas de militares mortos na Ucrânia

Na cidade de Mykolaiv, situada no sul da Ucrânia, diversos soldados foram mortos após os russos realizarem um ataque com mísseis em um quartel, nesta sexta-feira (18). A informação foi dada por diversos veículos de comunicação durante este sábado (19).

Em razão da proporção do ataque, ainda não sabe o número exato de óbitos. No entanto, uma autoridade local informou ao jornal “New York Times” que mais de 40 militares morreram.

Segundo o veículo, os corpos resgatados foram encaminhados para o necrotério, sendo organizados em um local específico para armazenamento. Ao questionar um funcionário sobre a quantidade de vítimas, o servidor não soube dizer sobre a quantidade.

“Muitos. Não vou dizer quantos, mas muitos”, disse ele ao jornal americano.

Entenda o conflito entre Rússia e Ucrânia

A tensão entre os dois países é antiga. No fim de 2013, protestos populares fizeram com que o então presidente ucraniano Víktor Yanukóvytch, apoiado por Moscou, renunciasse. Na época, os ucranianos debatiam uma possível adesão à União Europeia.

Em 2014, a Rússia invadiu a Ucrânia e anexou o território da Crimeia, incentivando separatistas pró-Rússia desde então. Em 2015, foram firmados os Acordos de Minsk que decretavam um cessar-fogo, entre outros pontos, e proibiam Moscou de apoiar os rebeldes e Kiev deveria reconhecer Donetsk e Luhansk como províncias autônomas.

Apesar disso, o conflito continuou, o cessar-fogo não foi respeitado e cerca de 10 mil pessoas morreram desde então.

Em novembro de 2021, a Ucrânia se movimentou para fazer parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar criada após a Segunda Guerra Mundial. A Rússia se sentiu ameaçada e iniciou exercícios militares na fronteira com o país vizinho, exigindo que a nação nunca se torne um membro.

A tensão se estendeu e se agravou após o presidente russo reconhecer Donetsk e Luhansk como províncias independentes, causando sanções por parte do Ocidente e a invasão de 24 de fevereiro.

MSN

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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