Mulher agredida por médico em João Pessoa diz que acusado debochou da possibilidade de ser denunciado e que não se arrependia das agressões

Mulher agredida por médico em João Pessoa diz que acusado debochou da possibilidade de ser denunciado e que não se arrependia das agressões

Destaque Policial
Joaquim
18 de setembro de 2023
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Em entrevista que foi ao ar na noite de ontem (17), no programa Fantástico da TV Globo, a enfermeira Rafaella Lima deu mais detalhes sobre os episódios envolvendo agressões que foi vítima por parte do médico João Paulo Casado, em João Pessoa. Conforme apurou o ClickPB, ao longo do material, Rafaella detalhou que o acusado teria debochado da possibilidade dela denunciar os atos de violência física e verbal.

“Ele sempre dizia, debochava. Que nada ia acontecer com ele”, detalhou. Segundo Lima, João Paulo Casado teria dito a ela que “no máximo pagaria uma fiança” e que “a vida ia seguir normal”. “A sua é que acaba, porque você vai voltar a ser enfermeira e vai arranjar emprego aonde? Porque as pessoas não vão lhe ajudar por minha causa”, teria dito o médico à estudante de medicina em um dos episódios.

Ciclo vicioso

Na entrevista ela disse que se viu em um ciclo vicioso, em que se deixou levar pela emoção, “pelo sentimento e pela dependência financeira”. “Deixei ele, ele tomou as rédeas da minha vida e eu não consegui pegar de volta”, desabafou.

Médico se negou a prestar informações à polícia

De acordo com a delegada-geral adjunta da Polícia Civil da Paraíba, Cassandra Duarte, a nova delegada que está a frente do caso tentou ouvir o acusado, porém ele se absteve do direito de prestar informações à polícia. “Ele negou-se a prestar qualquer informação com relação à situação. O que também é um direito dele. Permaneceu o tempo em silêncio”, explicou a jornalista Larissa Pereira, durante a entrevista.

“Disse que não se arrependia de nada”

Na entrevista, Rafaella Lima falou que o médico, em conversa com ele, disse que “não se arrependia de nada” e que seu único erro teria sido não deixar a jovem em coma em um hospital. “Eu acho que eu preciso me curar das frases ditas por ele. Porque às vezes elas ficam ecoando na minha cabeça. A maior de todas foi quando ele disse que não se arrependia de nada e que o único arrependimento dele foi não ter me deixado em coma no hospital”, falou.ao Fantástico.

Joaquim Franklin

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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