Na COP28, 116 países firmam acordo para triplicar produção de energia limpa

Na COP28, 116 países firmam acordo para triplicar produção de energia limpa

Mundo
Joaquim
3 de dezembro de 2023
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Um grupo de 116 países se comprometeu durante a COP28 a triplicar suas capacidades para energias renováveis até 2030, e outros vinte prometeram também triplicar a geração nuclear até 2050, um gesto histórico. O anúncio foi feito neste sábado, 2, durante a Conferência do Clima das Nações Unidas, que está sendo realizada em Dubai.

Os países se comprometeram a “trabalhar juntos” para aumentar as capacidades renováveis globais (energia eólica, solar, hidroelétrica, etc.) até os 11.000 gigawatts (GW), em comparação com os cerca de 3.400 GW atuais. Segundo os especialistas, para alcançar a neutralidade de carbono em meados do século é imprescindível reduzir o mais rápido possível a dependência dos combustíveis fósseis. Segundo os especialistas, para alcançar a neutralidade de carbono em meados do século é imprescindível reduzir o mais rápido possível a dependência dos combustíveis fósseis.

Um grupo de 116 países se comprometeu durante a COP28 a triplicar suas capacidades para energias renováveis até 2030, e outros vinte prometeram também triplicar a geração nuclear até 2050, um gesto histórico. O anúncio foi feito neste sábado, 2, durante a Conferência do Clima das Nações Unidas, que está sendo realizada em Dubai.

Os países se comprometeram a “trabalhar juntos” para aumentar as capacidades renováveis globais (energia eólica, solar, hidroelétrica, etc.) até os 11.000 gigawatts (GW), em comparação com os cerca de 3.400 GW atuais. Segundo os especialistas, para alcançar a neutralidade de carbono em meados do século é imprescindível reduzir o mais rápido possível a dependência dos combustíveis fósseis. Segundo os especialistas, para alcançar a neutralidade de carbono em meados do século é imprescindível reduzir o mais rápido possível a dependência dos combustíveis fósseis.

“Não temos tempo a perder com distrações perigosas como a energia nuclear”, reagiu Jeff Ordower, diretor para América do Norte do grupo ambientalista 350.org. “Para que a energia nuclear avançada possa estar à altura de suas promessas, os responsáveis políticos deverão comprometer-se seriamente”, explicou em um recente artigo o Instituto Breakthrough, com sede na Califórnia. A última vez que o Banco Mundial financiou um projeto nuclear foi em 1959, recordou o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi.

Segundo cálculos da AIEA, 412 reatores nucleares em 31 países fornecem atualmente quase 10% da produção total de eletricidade do mundo. Isso representou o equivalente a 2.545 terawatts (TWh) em 2022. Um terawatt equivale a 1.000 gigawatts. Comparativamente, a energia nuclear é a mais rentável em termos de investimento por gigawatt gerado de qualquer fonte renovável, segundo um relatório conjunto da AIE e da AIEA de 2020.

A lista de signatários da declaração pró-nuclear da COP28 inclui países em desenvolvimento como a Mongólia e Marrocos, países em guerra como a Ucrânia, cujas usinas elétricas estão ameaçadas por forças russas, e grandes produtores de combustíveis fósseis, como os Emirados Árabes Unidos. Outro anúncio sem força legal, mas simbólico, foi feito pelo presidente colombiano Gustavo Petro de que seu país se unia ao Tratado de Não Proliferação de Combustíveis Fósseis.

É o primeiro país não insular que se une ao tratado, um chamado que surgiu em 2019 de um grupo de ilhas do Pacífico, Ásia e Caribe. A Colômbia é a quarta potência petrolífera latino-americana com cerca de um milhão de barris diários e seu governo reconheceu recentemente que pretende continuar exportando essa riqueza. Já os Estados Unidos anunciaram uma contribuição de 3 bilhões de dólares (quase 15 bilhões de reais na cotação atual) ao Fundo Verde para o Clima, seu primeiro compromisso desde 2014.

JOAQUIN SARMIENTO / AFPenergia renovável

 

*Com informações da AFP

Joaquim Franklin

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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