Tentativas de golpes financeiros contra os idosos cresceram 60% em 2020, aponta Febraban

Dados da Federação Brasileira dos Bancos apontam que as tentativas de golpes financeiros contra os idosos cresceram 60% em 2020, durante a pandemia. Ainda segundo o órgão, durante o período de isolamento, explodiu o número de ataques de phishing, os e-mails que carregam vírus ou links que levam o usuário para sites de araque. Outra modalidade era a do falso motoboy, na qual os criminosos se faziam passar pelo banco para comunicar transações suspeitas com o cartão de crédito do cliente. Informavam que um motoqueiro seria enviado para recolher o cartão e até orientavam a vítima a cortá-lo ao meio para inutilizar a tarja magnética. No entanto, o chip permanecia intacto, permitindo que os bandidos fizessem compras.

Outro levantamento da entidade apontou o crescimento de 165% nas fraudes de engenharia social para o público em geral no primeiro semestre de 2021, em relação ao semestre anterior. São justamente aquelas que manipulam os usuários para que forneçam seus dados. O motoboy trambiqueiro se manteve em alta: teve um salto de 271%. O golpe da falsa central aumentou 62% e sobre esse também posso dar meu depoimento: a ligação clona o número da agência bancária e o roteiro dos vigaristas é o de um atendente solícito, querendo ajudar porque foram detectadas movimentações suspeitas na conta. O passo seguinte é pedir informações confidenciais. Atualmente, 70% das fraudes estão vinculadas à engenharia social e nunca é demais repetir: nenhum banco liga para o cliente pedindo senha, número do cartão, ou qualquer tipo de pagamento. Se receber uma ligação dizendo que ele foi clonado, desligue na hora e entre em contato com a instituição bancária, através do telefone que está no verso, para esclarecer o que houve.

Para finalizar, siga algumas regras básicas de segurança:

  1. Mantenha o computador atualizado e rodando com um antivírus – há diversos de boa qualidade e de graça.
  2. Não clique em links que lhe foram enviados. Em vez disso, vá aos websites digitando seu endereço eletrônico. Se receber um SMS ou e-mail do banco com um link, delete imediatamente.
  3. Verifique o website: o certificado é como uma carteira de motorista e é bem fácil de checar. Nos sites seguros, há um pequeno cadeado ao lado do endereço eletrônico. Clique nesse cadeado e selecione “certificado”: ali aparecerão as informações de validação.
  4. Prefira fazer compras em sites conhecidos e não use computadores públicos para nenhum tipo de transação.
  5. Não compartilhe sua senha em hipótese alguma, nem forneça dados pessoais.

 

 

Brasil

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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