Vendas no comércio da Paraíba devem aumentar 7,5% durante a Páscoa

Vendas no comércio da Paraíba devem aumentar 7,5% durante a Páscoa

Paraíba
Joaquim
22 de março de 2024
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A Federação do Comércio de Bens e de Serviços da Paraíba (Fecomércio-PB) projeta crescimento de 7,5% nas vendas durante a Páscoa em comparação ao mesmo período do ano anterior. A expectativa da confeiteira Lili Costa é fazer boas vendas e aumentar o faturamento com a venda de ovos de chocolate.

De acordo com a entidade, além do aumento nas vendas e no setor de serviços, há uma expectativa significativa para a criação de empregos temporários, principalmente na confecção de ovos de Páscoa e na comercialização dos produtos. Esse fluxo de oportunidades impulsionam a economia local, além de oferecer uma fonte adicional de renda para muitos paraibanos.

A confeiteira Lili Costa conta com o apoio dos filhos na produção das encomendas. “As expectativas são as melhores possíveis. Vender bastante e agradar meus clientes com os melhores sabores. Os meus clientes já se adiantaram e garantiram o agendamento para não ficarem de fora. Para as encomendas sempre há uma dedicação especial, pois cada pedido tem um motivo ou alguém especial que irá receber, a dedicação é fundamental”, afirma Lili.

Outro segmento que tem faturamento impulsionado pela Semana Santa e Páscoa é o de bares e restaurantes, sobretudo os especializados em peixes e frutos do mar. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Paraíba, Abrasel-PB, explica que as tradições da época fazem muitas famílias saírem de casa durante o feriadão para fazer as refeições. Outra oportunidade para elevar o faturamento é investir em sobremesas à base de chocolate pode gerar aumento no tíquete médio durante esse período.

“A Semana Santa e a Páscoa trazem um incremento muito importante, em especial porque é um mês de baixa. A gente tem uma alta até o mês de fevereiro por conta do Carnaval. Esse mês é de movimento mais baixo. Na quinta-feira já dá um grande movimento, emenda com a sexta, sábado e domingo.  Dá um reforço no faturamento em um mês de baixa, sendo muito importante essa data para o segmento de alimentação”, afirma ao Pauta Real o presidente da Abrasel, Arthur Lira.

Por sua vez, o presidente da Fecomércio-PB, José Marconi Medeiros, destacou que o incremento na movimentação do comércio para a Páscoa se estenderá a todo o estado, com crescimento da venda, dos negócios, além do aumento na oferta de emprego e crescimento da renda.

“O movimento na área de chocolates e doces é significativo, mas não podemos esquecer do aquecimento no fluxo dos restaurantes, com a gastronomia paraibana sendo referência.  Nosso estado vive alta estação em todos os tempos, acontecimento favorável para projeções tão expressivas”, avalia.

Projeção de crescimento nas vendas no país

Com expectativa de crescimento, o volume de vendas relacionado à Páscoa deve ultrapassar R$ 3,4 bilhões neste ano. Essa é a projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que prevê aumento de 4,5% em relação ao ano passado, quando o comércio varejista registrou um movimento de R$ 3,29 bilhões, em virtude da data.

Esse é o quarto avanço anual das vendas de Páscoa, que ainda se insere no contexto de retomada do consumo pós-pandemia. Nesse sentido, o montante financeiro gerado deverá ficar 15,4% acima do volume observado na data em 2019.

Produtos típicos registram menor variação de preço desde 2020

Além do chocolate e do bacalhau, a cesta típica de produtos da Páscoa – o que inclui pescados em geral, bolos, azeite de oliva, refrigerantes, água mineral, vinhos e alimentação fora de casa – deve ter a menor alta do preço médio desde 2020, de acordo com a análise da entidade.

A pesquisa da CNC aponta que os preços dos produtos e serviços típicos estarão 5,2% mais caros este ano. Essa “inflação da Páscoa” é superior à inflação oficial acumulada no país em 12 meses, 4,5%.

O grande vilão é o azeite de oliva, que ficou 45,7% mais caro em relação à última Páscoa. De acordo com a CNC, a valorização do real frente o dólar ajudou a tornar mais baratos preços de produtos importados. A taxa de câmbio, que às vésperas da Páscoa de 2023 se situava em R$ 5,20, atualmente se encontra perto dos R$ 5 – um recuo de quase 4,3%.

Joaquim Franklin

Joaquim Franklin

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas de Patos-PB (FIP) e radialista na Escola Técnica de Sousa-PB pelo Sindicato dos Radialistas da Paraíba.

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