Anatel abre caminho para tecnologia da Starlink que conecta celulares diretamente a satélites no Brasil
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) avançou na regulamentação que permitirá a chegada ao Brasil da tecnologia Direct to Cell (D2C), desenvolvida pela Starlink, empresa de internet via satélite da SpaceX. A inovação possibilita que celulares convencionais se conectem diretamente aos satélites, sem a necessidade de antenas ou equipamentos adicionais.
A medida representa um importante passo para ampliar a cobertura de telefonia móvel em áreas remotas e localidades onde o sinal das operadoras tradicionais é inexistente ou limitado. Apesar do avanço regulatório, o serviço ainda não está disponível para os consumidores brasileiros.
Para que a tecnologia entre em operação no país, a Starlink ainda precisará cumprir exigências da Anatel e firmar parcerias com operadoras de telefonia móvel que possuem autorização para utilizar as faixas de frequência necessárias ao funcionamento do serviço.
A expectativa é que, em uma primeira fase, a conexão via satélite permita o envio e recebimento de mensagens de texto em regiões sem cobertura celular. Posteriormente, o serviço deverá evoluir para chamadas de voz e acesso à internet móvel, ampliando a conectividade em áreas rurais, rodovias, comunidades isoladas e regiões de difícil acesso.
O avanço da regulamentação acompanha a expansão da Starlink no Brasil. Em 2025, a Anatel autorizou a empresa a ampliar sua constelação de satélites em operação no território nacional, fortalecendo a infraestrutura necessária para novos serviços de conectividade.
Especialistas avaliam que a tecnologia Direct to Cell poderá representar uma mudança significativa no setor de telecomunicações, reduzindo áreas sem cobertura de celular e oferecendo uma alternativa para situações de emergência, desastres naturais e localidades afastadas dos grandes centros urbanos.
Embora ainda não exista uma data oficial para o lançamento do serviço no Brasil, a expectativa é que os testes avancem nos próximos meses, à medida que forem concluídas as etapas regulatórias e os acordos comerciais entre a Starlink e as operadoras brasileiras.
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