O governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias (PT), está sugerindo aos demais governadores do país a adoção da Lei Seca e o endurecimento das regras de isolamento social como forma de conter o avanço da Covid-19 no Brasil. Dias defende limitar o horário de funcionamento de bares e restaurantes e proibir atividade s que gerem aglomerações, como shows. De acordo com reportagem do UOL, a proposta prevê o fechamento de bares e restaurantes a partir das 23h e a proibição da comercialização de bebidas alcoólicas a partir deste horário. No Piauí, um decreto estadual, publicado nesta terça-feira (26), já restringiu o funcionamento do comércio e shoppings centers, além de suspender eventos culturais, atividades esportivas e sociais, e a abertura de quaisquer tipos de estabelecimentos que promovam atividades festivas. O decreto tem vigor até o dia 21 de fevereiro. A adoção das medidas foi defendida por ele em uma reunião com o Conselho Nacional Secretários de Saúde (Conass). Nesta quarta-feira (27), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), também decretou a proibição da venda e consumo de bebidas alcóolicas em locais públicos das 22h até às 6h. “Já dei conhecimento alguns governadores do Brasil e vários governadores manifestaram a possibilidade de adotar daqui até o dia 21 de fevereiro medidas semelhantes que tem a ver com a Lei Seca, restrições de atividades que gerem aglomerações e a transmissibilidade elevada da covid-19″, disse Dias, de acordo com a reportagem. “Trata-se de uma proposta para que possamos adotar medidas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. São medidas que alguns estados já estão adotando para conter o coronavírus, cada um com a sua realidade, e [defendemos] que possam ir até o dia 21 de fevereiro, depois do Carnaval”, disse o governador. Plano Nacional de Imunização Dias, que é coordenador da temática de vacina no Fórum Nacional de Governadores do Brasil e preside o Consórcio Nordeste (grupo de chefes dos Executivos estaduais da região), também cobrou definições do Ministério da Saúde sobre a quantidade de vacinas que serão fornecidas pelo governo federal, além de um cronograma detalhado sobre a distribuição do imunizante. Segundo ele, os estados querem uma definição da pasta, porque querem providenciar a compra de doses complementares, caso seja necessário. “Caso o governo não apresente um cronograma que atenda a demanda de imunização dos mais de 220 milhões de brasileiros, os governadores, através do Fórum Nacional de Governadores e Consórcio Nordeste, irão se movimentar para comprar as doses necessárias”, disse. “Qual é o número de vacinas que o governo vai garantir? Vai garantir 100%?”, questionou. “Ao mesmo tempo, cobramos aqui que o poder central possa acertar com o governo da China um cronograma de compra e entrega de insumos, garantindo cronograma de compra e de entrega de 100 milhões para o Butantã e 100 milhões para a Fiocruz”, defendeu. Segundo o governador, por meio do Consórcio Nordeste já há uma negociação para aquisição de 50 milhões de doses da vacina Sputnik V, cuja eficácia é superior a 90%, em negociação formalizada pelo governo da Bahia, pois na época em se concretizou intenção o Consórcio Nordeste estava em processo de institucionalização.

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